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Dyonélio Machado* E-mail
Coluna CELPCYRO - Colunistas

 

 

 

                                          João Gomes Mariante

 

                Sem o menor temor; sem a menor dúvida de cometer um exagero, de ampliar

 conceitos ou de incorrer em uma louvação vazia; sem pretender destacar encômios

imerecidos, devo afirmar que o inolvidável filho de Quaraí enquadra-se na mesma

categoria de Cyro Martins (também de lá) e entra, com este, na condição de consagrado

 escritor do século XX.


                 Por um categórico imperativo de consciência, urbanidade e apreciação,

inclino-me a assinalar o silêncio crítico que se estabeleceu em torno do homem e da

obra no século passado.


                 Como sucede na trajetória de muitos exemplares humanos, o êxito,

 a glória e o reconhecimento de suas reações igualmente acontecem quando já não

se encontram no universo dos mortais.


                Os exemplos ocupam um dilatado espaço no contexto histórico da

literatura. Com Dyonélio Machado, o fenômeno não foi totalmente diverso, como

acentua Maria Zenilda Grawunder: “Cinco dias depois de sua morte, a família

recebeu notícia de uma condecoração pelo governo francês: o escritor fora

agraciado com a comenda Ordre dês Arts ET dês Lettres, entregue à viúva

Adalgiza Machado”.


                 Incontestavelmente, o grande intelectual rio-grandense inseriu-se

no contexto histórico, político e literário de sua época, legou às letras da província

contribuições imortais como “Os Ratos”, “Louco do Cati”, “Deuses Econômicos” e

 “ Um Pobre Homem”, obra esta que mereceu de Érico Veríssimo o seguinte parecer:

 “De vez em quando, leio algum crítico afirmar que quem primeiro fez a ficção urbana

 no RS, fui eu. Engano. Quem a começou (salvo prova em contrário) foi Dyonélio

Machado com um livro de contos”.


                Como político filiado ao partido comunista, enfrentou prisões,

perseguições e desacatos, sempre de fronte erguida, sem nunca se deixar

 abater nem se entregar à desistência.


                 Dyonélio marcou presença terminante e definitiva nos registros da

história-cultural e da história-filosófica de seu tempo e dos tempos vindouros.

 Uma presença como a dele tende a se tornar perene e eternal!

                 A vida do grande intelectual, a pujança dos seus escritos, o vigor

de sua pena, o amplo domínio do idioma, a sua conduta, a sua personalidade

singular e a sua persistência severa nos seus princípios elevaram-no à exempla

r condição de ser capaz de transigir sem jamais transacionar.
Uma vida assim o próprio tempo eterniza e a história consagra!